• Temos todo tempo do mundo para escrever cartas ridículas

    by  • 28/03/2008 • amor, Arte, Comportamento, Cotidiano, Featured_amor, Fernando Pessoa, mulher, Palavras, Poesia, Sociedade • 1 Comment

    Sleeping Nude by Pablo Picasso © Geoffrey Clements/CORBIS

    Temos todo tempo do mundo para deixar que nossas mentes reflitam sobre o que realmente devemos chamar de um sentimento que nos aperta lá dentro da alma. Pode parecer piegas… que pareça! Afinal, todas as cartas de amor são ridículas mesmo. Mas se você encontrar, após refletir o suficiente, o sentido para este sentimento; por favor avise.

    Todos nós buscamos saber. Alguns se esquivam de forma atabalhoada. Outros fingem não ligar. A maioria deixa latente em seu íntimo a vontade de explodir em reações de carinho e ternura. Basta apenas que surja empatia, simpatia e uma certa garantia que tudo que temos guardado será bem recebido. Pode durar uma vida para que isto aconteça. Talvez dure algumas eternidades, mas se acontecer não perca seu tempo. Cante, dance, escreva e, principalmente, demonstre para quem ama o quanto ama!

    Perder ou não conseguir aquilo que se teve ou deseja ter não é demérito. É, na verdade, uma conseqüência da vida. Manter é que se torna extremamente complicado. Inventar e reinventar. Viver e reviver. Sonhar e realizar… o equilíbrio necessário para ser louco e racional ao mesmo tempo.

    Todas as cartas de amor são ridículas (Fernando Pessoa) Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.)

    * A música que você ouviu neste post, chama-se “We Have All The Time In The World“, na inconfundível voz de Louis Armstrong [Letra em Inglês] e é um dos temas do filme “007 A Serviço Secreto de Sua Majestade” [Ficha técnica em Português].

    ** A gravura que ilustra este post, chama-se “Sleeping Nude” , de Pablo Picasso. (© Geoffrey Clements/CORBIS)

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    One Response to Temos todo tempo do mundo para escrever cartas ridículas

    1. 23/09/2010 at 01:50

      Caro amigo Jorge, boa noite!!!
      Excelente texto amigo, o amor existe para ser vivido, e quem não o procura, não vive!!!
      O grande Fernando Pessoa é que está correto… ainda bem que existem coisas ridículas em nossas vidas, ou serão simples, ou infantis, sei lá… só sei que são boas.
      Adorei recordar esta bela música, valeu!!!
      Parabéns pela excelente postagem!
      Grande abraço e muita paz!!!

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