• Canção do Exílio e outras versões

    by  • 05/04/2008 • Brasil, Comportamento, Cotidiano, Cultura, Dicas, Educação, História, Língua Portuguesa, Literatura, Literatura Brasileira, Livros, Palavras, Poesia, Português • 122 Comments

    Versões escritas por Carlos Drummond de Andrade, Casimiro de Abreu, Oswald de Andrade, Murilo Mendes, Affonso Romano de Sant´Anna e Jô Soares para Canção do Exílio de Gonçalves Dias.

    Confessemos: é bonita mesmo. Uma das mais belas páginas da poesia brasileira. Entretanto, por ser tão conhecida e bela vários outros poetas e escritores escreveram “variações sobre o tema”. Vale a pena conhecer alguns desses exemplos.

    Não deixe de ler os comentários. Há outras várias versões escritas pelos leitores e leitoras do Recanto das Palavras.

    Gonçalves Dias

    CANÇÃO DO EXÍLIO

    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá;
    As aves que aqui gorjeiam,
    Não gorjeiam como lá.
    Nosso céu tem mais estrelas,
    Nossas várzeas têm mais flores,
    Nossos bosques têm mais vida,
    Nossa vida mais amores.
    Em cismar, sozinho, à noite,
    Mais prazer encontro eu lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.
    Minha terra tem primores,
    Que tais não encontro eu cá;
    Em cismar – sozinho, à noite – Mais prazer encontro eu lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.
    Não permita Deus que eu morra,
    Sem que eu volte para lá;
    Sem que desfrute os primores
    Que não encontro por cá;
    Sem que ainda aviste as palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

    Carlos Drummond de Andrade

    NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO

    Um sabiá na palmeira, longe.
    Estas aves cantam um outro canto.
    O céu cintila sobre flores úmidas.
    Vozes na mata, e o maior amor.
    Só, na noite,
    seria feliz: um sabiá, na palmeira, longe.
    Onde é tudo belo e fantástico, só, na noite, seria feliz.
    (Um sabiá, na palmeira, longe.)
    Ainda um grito de vida e voltar para onde tudo é belo e fantástico: a palmeira, o sabiá, o longe.

    Casimiro de Abreu

    CANÇÃO DO EXÍLIO
    Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
    Meu Deus ! Não seja já;
    Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
    Cantar o sabiá !
    Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
    Respirando este ar;
    Faz que eu viva, Senhor ! dá-me de novo
    Os gozos do meu lar !
    O país estrangeiro mais belezas
    Do que a pátria não tem;
    E este mundo não vale um só dos beijos
    Tão doces duma mãe !
    Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
    Lá na quadra infantil;
    Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
    O céu do meu Brasil !
    Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
    Meu Deus ! Não seja já;
    Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
    Cantar o sabiá !
    Quero ver esse céu da minha terra
    Tão lindo e tão azul !
    E a nuvem cor-de-rosa que passava
    Correndo lá do sul !
    Quero dormir à sombra dos coqueiros,
    As folhas por dossel;
    E ver se apanho a borboleta branca,
    Que voa no vergel !
    Quero sentar-me à beira do riacho
    Das tardes ao cair,
    E sozinho cismando no crepúsculo
    Os sonhos do porvir !
    Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
    Meu Deus ! Não seja já;
    Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
    Cantar o sabiá !
    Quero morrer cercado dos perfumes
    Dum clima tropical,
    E sentir, expirando, as harmonias
    Do meu berço natal !
    Minha campa será entre as mangueiras,
    Banhada do luar,
    E eu contente dormirei tranqüilo à sombra do meu lar !
    As cachoeiras chorarão sentidas
    Porque cedo morri,
    E eu sonho no sepulcro os meus amores
    Na terra onde nasci !
    Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
    Meu Deus ! Não seja já;
    Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde, Cantar o sabiá !

    Oswald de Andrade

    CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA

    Minha terra tem palmares
    Onde gorjeia o mar
    Os passarinhos daqui
    Não cantam como os de lá
    Minha terra tem mais rosas
    E quase tem mais amores
    Minha terra tem mais ouro
    Minha terra tem mais terra
    Ouro terra amor e rosas
    Eu quero tudo de lá
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte pra São Paulo
    Sem que eu veja a rua 15
    E o progresso de São Paulo

    Murilo Mendes

    CANÇÃO DO EXÍLIO

    Minha terra tem macieiras da Califórnia
    Onde cantam gaturamos de Veneza
    Os poetas da minha terra
    São pretos que vivem em torres de ametista,
    Os sargentos do exército são monistas, cubistas,
    Os filósofos são polacos vendendo à prestações.
    A gente não pode dormir
    Com os oradores e os pernilongos
    Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
    Eu morro sufocado
    Em terra estrangeira.
    Nossas flores são mais bonitas
    Nossas frutas são mais gostosas
    Mas custam cem mil réis a dúzia.
    Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
    E ouvir um sabiá com certidão de idade !

    Affonso Romano de Sant’Anna

    CANÇÃO DO EXÍLIO MAIS RECENTE para Fernando Gabeira

    1 Não ter um país a essa altura da vida, a essa altura da história, a essa altura de mim, – é o que pode haver de desolado. É o que de mais atordoante pode acontecer ao pássaro e ao barco presos desde sempre à linha do horizonte. Desde menino previvendo perdas e ansiedades admitia as mobília em mudança, galinhas mortas na cozinha, o incêndio em plena casa e a infância com os amigos se afogando. Mas sobre país eu pensava ser como pai e mãe: para sempre. País era o quintal e a horta a alimentar a mim e aos filhos com a sempre zelosa sopa do jantar. País era como a Amazônia: desconhecimento da gente ou como o São Francisco: inteiramente pobre e nosso. Hoje meu pai, cansado, já se foi minha mãe, com fé, já se prepara e a horta se não se deu às pragas – já foi toda cimentada. Meus irmãos estão dispersos. Já não conversamos como adolescentes debruçados sobre o sexo das tardes. No entanto, há muito elaboro as perdas e sigo a metamorfose das nuvens. Vi os corpos mais amados se escoando no lençol depois de ter sentido a fé fanar-se, digamos: – ao mais leve frêmito carnal. E após tensa geografia caseira como pai e mãe, seis filhos ma mesma mesa e igreja, ano após ano, pasmo percebo que meus irmãos iam-se partindo como aqueles que, mais tarde, num gesto guerrilheiro foram domar o dragão do castelo e a cidadela a tropeçar nas celas e fronteiras e a fenecer exílios e quimeras.

    2 Ter ou não ter: – eis o sertão a lei do cão, de Lampião – embora Padinho Cícero e seu sermão. Que tudo é deles que me têm, detêm, retêm o meu direito e o passaporte, a identidade e os impostos e o medo com que abro a porta, que tudo é deles: o arado e a bosta do prado, a colheita e o mofo do pão, o berro-boi contido e o ferro em brasa – com que me marcam a canção, que tudo é deles: os rios com seus mangues, os picos da neblina assassina, os pedágios da impotência e a inclemência nordestina. País. Como encontrar-se num, se mesmo o nosso quarto (antigo exílio) a militar família penetra e fuxica a vasculhar diários e delírios? Como encontrar-se num se a natureza do corpo – paisagem antiga e íntima – a milícia dos tratores desmonta e violenta na poluição? Será que sou um palestino? alguém que já perdeu de antemão todas as guerras? ou será que sou aqueles alemães que vi nas margens do Reno – cuidando de suas hortas e flores, e sobre as derrotas e canteiros vão refazendo seus filhos por cima da cicatriz a carregar a encapotada alma viva-e-torta? Ter ou não ter, eis meu brasão, ou refrão dessa imponente canção. Se trágico é o poder _ o não poder sempre foi triste. Mas não posso, é proibido não ter um país, dizem-me na alfândega. No entanto, este não me serve, como não me serviram os outros quando os habitei maravilhado entre castelos e vitrinas, entre hambúrgueres e neblinas, entre as coxas claras das donzelas dos contos da carochinha. Este não me serve, assim dessa maneira, a me impingirem idéias mortas, me vestirem camisas- de-força, fraques e cartolas tolas – e eu sabendo que o defunto é bem maior. _ Viver é isso? – É descobrir na pele dobras de paisagens novas, e lá fora ir perdendo a vista antiga? – É renunciar ao ontem, refazer o ato? e saber que em nosso corpo e país – o amanha é um fogo-fátuo? E eu aqui, no nenhum-desse-lugar, estrangeiro exilando-me ao revés, vendo o passaporte roto de traças que transferem para o nada a carcomida face.

    3 Mas, às vezes, em pleno tédio e calmaria – ao largo fico como os parvos navegantes, à mercê dos fados sonhando no astrolábio chegar às índias pelo avesso. æ espera que um vento louco me enfune as pandas velas desoriente-me a nau e o sangue marinheiro e eu chegue à terra santa e profanada onde me esperam as tribos com festoes e danças. E eu jogando ao mar a cruz e a espada correndo para a praia peça para ser o menor deles e me aquecer à luz do fogo em meio à taba e transformar meu vil degredo – em eterna festa.

    Jô Soares

    CANÇÃO DO EXÍLIO ÀS AVESSAS

    Minha Dinda tem cascatas Onde canta o curió
    Não permita Deus que eu tenha
    De voltar pra Maceió.
    Minha Dinda tem coqueiros
    Da ilha de Marajó
    As aves, aqui, gorjeiam não fazem cocoricó.
    O meu céu tem mais estrelas
    Minha várzea tem mais cores.
    Este bosque reduzido
    Deve ter custado horrores.
    E depois de tanta planta,
    Orquídea, fruta e cipó
    Não permita Deus que eu tenha
    De voltar pra Maceió.
    Minha Dinda tem piscina,
    Heliporto e tem jardim
    Feito pelas Brasil’s Garden
    Não foram pagos por mim.
    Em cismar sozinho à noite
    Sem gravata e paletó
    Olho aquelas cachoeiras
    Onde canta o curió.
    No meio daquelas plantas
    Eu jamais me sinto só.
    Não permita Deus que eu tenha de voltar pra Maceió.
    Pois no meu jardim tem lago
    Onde canta o curió
    E as aves que lá gorjeiam
    São tão pobres que dão dó.
    Minha Dinda tem primores de floresta tropical
    Tudo ali foi transplantado
    Nem parece natural
    Olho a jabuticabeira
    Dos tempos da minha avó.
    Não permita Deus que eu tenha de voltar pra Maceió.
    Até os lagos das carpas
    São de água mineral.
    Da janela do meu quarto
    Redescubro o Pantanal
    Também adoro as palmeiras
    Onde canta o curió
    Não permita Deus que eu tenha
    De voltar pra Maceió.
    Finalmente, aqui na Dinda,
    Sou tratado a pão-de-ló
    Só faltava envolver tudo
    Numa nuvem de ouro em pó.
    E depois de ser cuidado
    Pelo PC com xodó,
    não permita Deus que eu tenha de voltar pra Maceió.

    Seguindo a dica da leitora Rany, que indicou a pesquisa de outras versões além das apresentadas até hoje, dia 26 de abril de 2008, novamente fui pesquisar e encontrei a Canção do Exílio Facilitada, de José Paulo Paes e A Canção de Mario Quintana. Além disso, duas outras letras, que são de composições que remetem ao texto original da poesia de Gonçalve Dias são: Sabiá, de Chico Buarque de Holanda e Tom Jobim, e Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida.

    José Paulo Paes

    Canção do Exílio Facilitada

    … sabiá …papá …maná … sofá … sinhá … cá? bah!

    Mario Quintana

    Minha terra não tem palmeiras …
    E em vez de um mero sabiá,
    Cantam aves invisíveis
    Nas palmeiras que não há.
    Minha terra tem refúgios,
    Cada qual com a sua hora
    Nos mais diversos instantes …
    Mas onde o instante de agora?
    Mas a palavra “onde”?
    Terra ingrata, ingrato filho,
    Sob os céus de minha terra
    Eu canto a Canção do Exílio.

    SABIÁ
    Chico Buarque & Tom Jobim
    Vou voltar
    Sei que ainda vou voltar
    Para o meu lugar
    Foi lá e é ainda lá
    Que eu hei de ouvir cantar
    Uma sabiá
    Vou voltar
    Sei que ainda vou voltar
    Vou deitar à sombra
    De uma palmeira
    Que já não há
    Colher a flor
    Que já não dá
    E algum amor
    Talvez possa espantar
    As noites que eu não queria
    E anunciar o dia
    Vou voltar
    Sei que ainda vou voltar
    Não vai ser em vão
    Que fiz tantos planos
    De me enganar
    Como fiz enganos
    De me encontrar
    Como fiz estradas
    De me perder
    Fiz de tudo e nada
    De te esquecer
    Vou voltar
    Sei que ainda vou voltar
    Para o meu lugar
    Foi lá e é ainda lá
    Que eu hei de ouvir cantar
    Uma sabiá

    Guilherme de Almeida
    Canção do Expedicionário
    Você sabe de onde eu venho ?
    Venho do morro, do Engenho,
    Das selvas, dos cafezais,
    Da boa terra do coco,
    Da choupana onde um é pouco,
    Dois é bom, três é demais,
    Venho das praias sedosas,
    Das montanhas alterosas,
    Dos pampas, do seringal,
    Das margens crespas dos rios,
    Dos verdes mares bravios
    Da minha terra natal.
    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.
    Eu venho da minha terra,
    Da casa branca da serra
    E do luar do meu sertão;
    Venho da minha Maria
    Cujo nome principia
    Na palma da minha mão,
    Braços mornos de Moema,
    Lábios de mel de Iracema
    Estendidos para mim.
    Ó minha terra querida
    Da Senhora Aparecida
    E do Senhor do Bonfim!
    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.
    Você sabe de onde eu venho ?
    E de uma Pátria que eu tenho
    No bôjo do meu violão;
    Que de viver em meu peito
    Foi até tomando jeito
    De um enorme coração.
    Deixei lá atrás meu terreno,
    Meu limão, meu limoeiro,
    Meu pé de jacaranda,
    Minha casa pequenina Lá no alto da colina,
    Onde canta o sabiá.
    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.
    Venho do além desse monte
    Que ainda azula o horizonte,
    Onde o nosso amor nasceu;
    Do rancho que tinha ao lado
    Um coqueiro que, coitado,
    De saudade já morreu.
    Venho do verde mais belo,
    Do mais dourado amarelo,
    Do azul mais cheio de luz,
    Cheio de estrelas prateadas
    Que se ajoelham deslumbradas,
    Fazendo o sinal da Cruz !
    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.

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    122 Responses to Canção do Exílio e outras versões

    1. priscila rosa
      28/11/2009 at 23:37

      Gostaria de saber como posso faser umaParódia ou uma paráfrase……….Grato priscilla rosa…

    2. gabriel²
      03/12/2009 at 09:10

      Muito obrigado ajudou muito no meu trabalho de escola.

    3. Pida do Nascimento
      04/02/2010 at 22:15

      Adorei esta seleção das paródias de canção do Exílio. Ajudou-me muito na preparação da minha aula de Literatura deste conteúdo. Obrigada.

    4. 07/02/2010 at 08:07

      Muito obrigada.

      Estava mesmo precisando de muitas canções do exílio.

      Trabalho de Literatura.

      Beijos,
      Ry.

    5. 05/04/2010 at 20:42

      Esta versão da Canção do Exílio foi enviada por Aloisio, um leitor do blog.

      Minha terra onde havia palmeira
      Onde agora eu moro la,
      Onde ali era vida
      Que hoje, vive vidas

      Os arranha céus, que escondem as estrelas
      As estradas onde, avia flores
      Onde são as moradias, tinha mais vidas,
      Hoje, sem vida em nossos amores

      Minha terra ainda possui palmeiras;
      Que tal não encontro mais aqui;
      Meu prazer é fazer com que elas sempre existam
      Onde vida que aqui não existe mais
      Possa existir

      Não permita Deus que eu morra,
      Sem ter certeza que ainda ela existira;
      A palmeira e a vida

    6. 02/05/2010 at 19:04

      Jorge!
      Que blog sensacional é o seu . Estou tão feliz por te-lo encontrado . Ameiii!
      Estou fascinada com a possibilidade de aprender imenso aqui .Bom agora vou lá dá uma explorada
      Muito bom !
      abs
      Eninha Campos

    7. 02/05/2010 at 19:07

      Oi, Eninha!

      Fico muito feliz que você tenha gostado do blog. Eu também andei dando umas olhadas no seu. Fiz os comentários lá no diHITT. Colocarei seu blog entre meus blogs bacanas.

      Abraços.

    8. Mayara
      14/05/2010 at 09:51

      Minha terra têm problemas
      E nem tem mais sabiá,
      È uma terra de palmeiras
      Onde ninguem sabe aproveitar.

      Nosso céu tem mais fumaça
      Nossos bosques caçadores
      Nossas matas têm queimadas
      Nossos rios estão horrores

      Só de pensar sozinho a noite,
      Uma angustia já me dá.
      Minha terra tem problemas
      Que temos que solucionar

      mesmo assim é o paraiso
      Inferno melhor não há
      Não permita Deus que eu morra
      Sem antes tudo melhorar.

    9. 14/05/2010 at 11:21

      Muito bacana, Mayara! Você captou com perfeição o que é o Brasil e expôs em sua versão da Canção do Exílio.

      Abraços e obrigado pela visita.

    10. Neiva mario
      09/09/2010 at 17:00

      A do rei!
      Estava pesquisando paródias da Canção do Exílio para um trabalho de Pós-Graduação e amei o que encontrei.
      Deu-me até vontade de criar a minha canção, falando do meu Rio Grande do Sul.
      Parabéns!

    11. 09/09/2010 at 21:50

      Que bacana! Aguardamos, então, a sua canção do exílio das terras do Rio Grande do Sul.

      Abraços e obrigado.

    12. Rhayanna
      14/09/2010 at 17:23

      Não gostei de nada nesse site porque eu pensava que tinham coisas engraçadas mas a unica coia que eu gostei (o melhorzinho) foi a Cançao do Exílio as avessas, mas esse site não tem nada interessante, estou estudando na 8°a serie e vim visitar alguns poemas para a professora de portugues e nao encontrei nenhum poema que prestasse!!!!!!!!! Nao gosteei!!!

    13. 27/09/2010 at 03:53

      Olá, Jorge. Amei ler este post. La pelos idos de 197deixaprala, fiz uma prova de literatura em que a professora usou varias versões da “Canção do exilio”. Eu pedi à professora que me deixasse ficar com uma copia dos textos, mas ela acabou esquecendo de me dar. Acabei esquecendo disto, e esquecendo de procurá-los também, e agora encontro todos estes textos aqui. Fiquei muito feliz. Agora posso guardá-los. Obrigada, bjs.

    14. 27/09/2010 at 14:33

      Gisele, que bom você ter reencontrado as várias versões da Canção do Exílio aqui. O pessoal tem colaborado com textos próprios e isso é muito bacana. Por acaso, você não teria a sua versão para nos mostrar?

      bjs e obrigado

    15. erica
      14/09/2011 at 09:06

      Canção da Escola

      Minha escola tem alunos
      Que não gostam de estudar
      Os professores que aqui lecionam
      Não lecionam como lá

      Nossas salas têm ventiladores
      Que com calor não nos deixam ficar
      Só não tem lanche, por que cozinheira não existe lá
      Mais por que não tem pessoas capacitadas pra cozinhar.

      E estudar a noite,
      Menos tédio encontro lá
      Por que na nossa cidade
      Não tem diversão, pra podermos farrear.

      Minha escola tem professores
      Que iguais não
      E estudar a noite,
      Menos tédio encontro lá
      Minha escola tem professores
      Que eu gosto de atormentar.

      Com a diretora que existe lá
      Com certeza não vou me preocupar
      Por que com as melhorias que esta fazendo
      Tranqüila posso estudar,
      Mesmo com o uniforme horrível
      Que teremos que usar.

      Erica R. de Oliveira

    16. 14/09/2011 at 22:15

      Muito bom, Erica!

      Parabéns!

    17. erica
      15/09/2011 at 16:45

      ameei o seu ssite e esse texto e criaçao minha, consegui cria-lo apartir das outras criaçoes do seu blog, e por isso consegui otima nota no meu trabalho.. muito obrigado jorge…….bjus

    18. 08/11/2011 at 19:39

      Recebi uma nova versão da Canção do Exílio escrita pela leitora Domingas Pantaleão dos Santos.

      Minha terra tem doenças
      Onde não há médicos cá
      Os doentes que adoecem
      Não consegue se curar
      Nossos hospitais têm mais filas
      Nossos pacientes têm mais dores
      Nossos jovens menos vida
      Os idosos mais tumores
      Em gritar sozinho à noite
      A gemer nos leitos cá
      Nessa terra cólera
      E a dengue a atacar
      Aqui também doutores
      Que vivem a negligenciar
      Pacientes em estado grave
      Eles mandam voltar
      Nosso povo com suas doenças
      Fica a morte a esperar
      Ah! Permita Deus que eu morra
      Mas não me deixe essas filas pegar
      Melhor que eu fique com as dores
      Que morrer nesse lugar
      Ainda que deixe de ver as estrelas acho melhor ir ao Céu para sempre descansar.

      DOMINGAS PANTALEÃO DOS SANTOS

    19. Pingback: BLOG COMPANHEIRO …Paulo Machado - Paulo Machado

    20. Amanda Dutra
      05/03/2012 at 21:49

      Jorge, amei o blog.
      Tudo que eu estava procurando sobre a canção do exílio eu encontrei aqui.
      Além, disso a empolgação de seus leitores também aguçou minha criatividade para a criação de poemas.
      Quando eu criar uma nova versão da canção do exílio eu posto aqui ok?
      vou tentar usar tudo que eu conheço dos vários estados brasileiros nos quais eu residi.
      abraços.

    21. 06/03/2012 at 18:35

      Amanda, ficamos muito contentes (eu e os leitores do blog) com a sua mensagem. Realmente, a Canção do Exílio mexo com todos nós. Será muito legal ter sua colaboração com uma versão do poema.

      Obrigado pelas palavras.

      Abraços,
      Jorge Alberto

    22. Flávia
      07/05/2012 at 20:11

      preciso de um parodia , cançao de exilo , dizendo sobre, drogas e prostituiçao,. Obrigada

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