Canção do Exílio e outras versões
by Jorge Alberto • 05/04/2008 • Brasil, Comportamento, Cotidiano, Cultura, Dicas, Educação, História, Língua Portuguesa, Literatura, Literatura Brasileira, Livros, Palavras, Poesia, Português • 137 Comments
Versões escritas por Carlos Drummond de Andrade, Casimiro de Abreu, Oswald de Andrade, Murilo Mendes, Affonso Romano de Sant´Anna, Jô Soares e Ferreira Gullar para Canção do Exílio de Gonçalves Dias.
Confessemos: é bonita mesmo. Uma das mais belas páginas da poesia brasileira. Entretanto, por ser tão conhecida e bela vários outros poetas e escritores escreveram “variações sobre o tema”. Vale a pena conhecer alguns desses exemplos.
Não deixe de ler os comentários. Há outras várias versões escritas pelos leitores e leitoras do Recanto das Palavras.

CANÇÃO DO EXÍLIO
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite – Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem que ainda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO
Um sabiá na palmeira, longe.
Estas aves cantam um outro canto.
O céu cintila sobre flores úmidas.
Vozes na mata, e o maior amor.
Só, na noite,
seria feliz: um sabiá, na palmeira, longe.
Onde é tudo belo e fantástico, só, na noite, seria feliz.
(Um sabiá, na palmeira, longe.)
Ainda um grito de vida e voltar para onde tudo é belo e fantástico: a palmeira, o sabiá, o longe.
CANÇÃO DO EXÍLIO
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus ! Não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá !
Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando este ar;
Faz que eu viva, Senhor ! dá-me de novo
Os gozos do meu lar !
O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria não tem;
E este mundo não vale um só dos beijos
Tão doces duma mãe !
Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil !
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus ! Não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá !
Quero ver esse céu da minha terra
Tão lindo e tão azul !
E a nuvem cor-de-rosa que passava
Correndo lá do sul !
Quero dormir à sombra dos coqueiros,
As folhas por dossel;
E ver se apanho a borboleta branca,
Que voa no vergel !
Quero sentar-me à beira do riacho
Das tardes ao cair,
E sozinho cismando no crepúsculo
Os sonhos do porvir !
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus ! Não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá !
Quero morrer cercado dos perfumes
Dum clima tropical,
E sentir, expirando, as harmonias
Do meu berço natal !
Minha campa será entre as mangueiras,
Banhada do luar,
E eu contente dormirei tranqüilo à sombra do meu lar !
As cachoeiras chorarão sentidas
Porque cedo morri,
E eu sonho no sepulcro os meus amores
Na terra onde nasci !
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus ! Não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde, Cantar o sabiá !
CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase tem mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que eu veja a rua 15
E o progresso de São Paulo
CANÇÃO DO EXÍLIO
Minha terra tem macieiras da Califórnia
Onde cantam gaturamos de Veneza
Os poetas da minha terra
São pretos que vivem em torres de ametista,
Os sargentos do exército são monistas, cubistas,
Os filósofos são polacos vendendo à prestações.
A gente não pode dormir
Com os oradores e os pernilongos
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
Em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
Nossas frutas são mais gostosas
Mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
E ouvir um sabiá com certidão de idade !
CANÇÃO DO EXÍLIO MAIS RECENTE para Fernando Gabeira
1 Não ter um país a essa altura da vida, a essa altura da história, a essa altura de mim, – é o que pode haver de desolado. É o que de mais atordoante pode acontecer ao pássaro e ao barco presos desde sempre à linha do horizonte. Desde menino previvendo perdas e ansiedades admitia as mobília em mudança, galinhas mortas na cozinha, o incêndio em plena casa e a infância com os amigos se afogando. Mas sobre país eu pensava ser como pai e mãe: para sempre. País era o quintal e a horta a alimentar a mim e aos filhos com a sempre zelosa sopa do jantar. País era como a Amazônia: desconhecimento da gente ou como o São Francisco: inteiramente pobre e nosso. Hoje meu pai, cansado, já se foi minha mãe, com fé, já se prepara e a horta se não se deu às pragas – já foi toda cimentada. Meus irmãos estão dispersos. Já não conversamos como adolescentes debruçados sobre o sexo das tardes. No entanto, há muito elaboro as perdas e sigo a metamorfose das nuvens. Vi os corpos mais amados se escoando no lençol depois de ter sentido a fé fanar-se, digamos: – ao mais leve frêmito carnal. E após tensa geografia caseira como pai e mãe, seis filhos ma mesma mesa e igreja, ano após ano, pasmo percebo que meus irmãos iam-se partindo como aqueles que, mais tarde, num gesto guerrilheiro foram domar o dragão do castelo e a cidadela a tropeçar nas celas e fronteiras e a fenecer exílios e quimeras.
2 Ter ou não ter: – eis o sertão a lei do cão, de Lampião – embora Padinho Cícero e seu sermão. Que tudo é deles que me têm, detêm, retêm o meu direito e o passaporte, a identidade e os impostos e o medo com que abro a porta, que tudo é deles: o arado e a bosta do prado, a colheita e o mofo do pão, o berro-boi contido e o ferro em brasa – com que me marcam a canção, que tudo é deles: os rios com seus mangues, os picos da neblina assassina, os pedágios da impotência e a inclemência nordestina. País. Como encontrar-se num, se mesmo o nosso quarto (antigo exílio) a militar família penetra e fuxica a vasculhar diários e delírios? Como encontrar-se num se a natureza do corpo – paisagem antiga e íntima – a milícia dos tratores desmonta e violenta na poluição? Será que sou um palestino? alguém que já perdeu de antemão todas as guerras? ou será que sou aqueles alemães que vi nas margens do Reno – cuidando de suas hortas e flores, e sobre as derrotas e canteiros vão refazendo seus filhos por cima da cicatriz a carregar a encapotada alma viva-e-torta? Ter ou não ter, eis meu brasão, ou refrão dessa imponente canção. Se trágico é o poder _ o não poder sempre foi triste. Mas não posso, é proibido não ter um país, dizem-me na alfândega. No entanto, este não me serve, como não me serviram os outros quando os habitei maravilhado entre castelos e vitrinas, entre hambúrgueres e neblinas, entre as coxas claras das donzelas dos contos da carochinha. Este não me serve, assim dessa maneira, a me impingirem idéias mortas, me vestirem camisas- de-força, fraques e cartolas tolas – e eu sabendo que o defunto é bem maior. _ Viver é isso? – É descobrir na pele dobras de paisagens novas, e lá fora ir perdendo a vista antiga? – É renunciar ao ontem, refazer o ato? e saber que em nosso corpo e país – o amanha é um fogo-fátuo? E eu aqui, no nenhum-desse-lugar, estrangeiro exilando-me ao revés, vendo o passaporte roto de traças que transferem para o nada a carcomida face.
3 Mas, às vezes, em pleno tédio e calmaria – ao largo fico como os parvos navegantes, à mercê dos fados sonhando no astrolábio chegar às índias pelo avesso. æ espera que um vento louco me enfune as pandas velas desoriente-me a nau e o sangue marinheiro e eu chegue à terra santa e profanada onde me esperam as tribos com festoes e danças. E eu jogando ao mar a cruz e a espada correndo para a praia peça para ser o menor deles e me aquecer à luz do fogo em meio à taba e transformar meu vil degredo – em eterna festa.
CANÇÃO DO EXÍLIO ÀS AVESSAS
Minha Dinda tem cascatas Onde canta o curió
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.
Minha Dinda tem coqueiros
Da ilha de Marajó
As aves, aqui, gorjeiam não fazem cocoricó.
O meu céu tem mais estrelas
Minha várzea tem mais cores.
Este bosque reduzido
Deve ter custado horrores.
E depois de tanta planta,
Orquídea, fruta e cipó
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.
Minha Dinda tem piscina,
Heliporto e tem jardim
Feito pelas Brasil’s Garden
Não foram pagos por mim.
Em cismar sozinho à noite
Sem gravata e paletó
Olho aquelas cachoeiras
Onde canta o curió.
No meio daquelas plantas
Eu jamais me sinto só.
Não permita Deus que eu tenha de voltar pra Maceió.
Pois no meu jardim tem lago
Onde canta o curió
E as aves que lá gorjeiam
São tão pobres que dão dó.
Minha Dinda tem primores de floresta tropical
Tudo ali foi transplantado
Nem parece natural
Olho a jabuticabeira
Dos tempos da minha avó.
Não permita Deus que eu tenha de voltar pra Maceió.
Até os lagos das carpas
São de água mineral.
Da janela do meu quarto
Redescubro o Pantanal
Também adoro as palmeiras
Onde canta o curió
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.
Finalmente, aqui na Dinda,
Sou tratado a pão-de-ló
Só faltava envolver tudo
Numa nuvem de ouro em pó.
E depois de ser cuidado
Pelo PC com xodó,
não permita Deus que eu tenha de voltar pra Maceió.
Seguindo a dica da leitora Rany, que indicou a pesquisa de outras versões além das apresentadas até hoje, dia 26 de abril de 2008, novamente fui pesquisar e encontrei a Canção do Exílio Facilitada, de José Paulo Paes e A Canção de Mario Quintana. Além disso, duas outras letras, que são de composições que remetem ao texto original da poesia de Gonçalve Dias são: Sabiá, de Chico Buarque de Holanda e Tom Jobim, e Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida.
José Paulo Paes
Canção do Exílio Facilitada
… sabiá …papá …maná … sofá … sinhá … cá? bah!
Mario Quintana
Minha terra não tem palmeiras …
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.
Minha terra tem refúgios,
Cada qual com a sua hora
Nos mais diversos instantes …
Mas onde o instante de agora?
Mas a palavra “onde”?
Terra ingrata, ingrato filho,
Sob os céus de minha terra
Eu canto a Canção do Exílio.
SABIÁ
Chico Buarque & Tom Jobim
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De uma palmeira
Que já não há
Colher a flor
Que já não dá
E algum amor
Talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiáGuilherme de Almeida
Canção do Expedicionário
Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
E também temos a dica do leitor Luís Paulo Bueno que, numa mensagem do dia 21/06/2012, informou ser interessante incluir a Nova Canção do Exílio escrita por Ferreira Gullar:
“Também tem a paródia do Ferreira Gullar: “Nova Canção do Exilio”. Acredito que se você colocar no blog, ele ficará melhor do que já está.
Parabéns pela iniciativa“.
Nova Canção do Exílio
Minha amada tem palmeiras
Onde cantam passarinhos
e as aves que ali gorjeiam
em seus seios fazem ninhos
Ao brincarmos sós à noite
nem me dou conta de mim:
seu corpo branco na noite
luze mais do que o jasmim
Minha amada tem palmeiras
tem regatos tem cascata
e as aves que ali gorjeiam
são como flautas de prata
Não permita Deus que eu viva
perdido noutros caminhos
sem gozar das alegrias
que se escondem em seus carinhos
sem me perder nas palmeiras
onde cantam os passarinhos


Gostaria de saber como posso faser umaParódia ou uma paráfrase……….Grato priscilla rosa…
Muito obrigado ajudou muito no meu trabalho de escola.
Adorei esta seleção das paródias de canção do Exílio. Ajudou-me muito na preparação da minha aula de Literatura deste conteúdo. Obrigada.
Muito obrigada.
Estava mesmo precisando de muitas canções do exílio.
Trabalho de Literatura.
Beijos,
Ry.
Esta versão da Canção do Exílio foi enviada por Aloisio, um leitor do blog.
Minha terra onde havia palmeira
Onde agora eu moro la,
Onde ali era vida
Que hoje, vive vidas
Os arranha céus, que escondem as estrelas
As estradas onde, avia flores
Onde são as moradias, tinha mais vidas,
Hoje, sem vida em nossos amores
Minha terra ainda possui palmeiras;
Que tal não encontro mais aqui;
Meu prazer é fazer com que elas sempre existam
Onde vida que aqui não existe mais
Possa existir
Não permita Deus que eu morra,
Sem ter certeza que ainda ela existira;
A palmeira e a vida
Jorge!
Que blog sensacional é o seu . Estou tão feliz por te-lo encontrado . Ameiii!
Estou fascinada com a possibilidade de aprender imenso aqui .Bom agora vou lá dá uma explorada
Muito bom !
abs
Eninha Campos
Oi, Eninha!
Fico muito feliz que você tenha gostado do blog. Eu também andei dando umas olhadas no seu. Fiz os comentários lá no diHITT. Colocarei seu blog entre meus blogs bacanas.
Abraços.
Minha terra têm problemas
E nem tem mais sabiá,
È uma terra de palmeiras
Onde ninguem sabe aproveitar.
Nosso céu tem mais fumaça
Nossos bosques caçadores
Nossas matas têm queimadas
Nossos rios estão horrores
Só de pensar sozinho a noite,
Uma angustia já me dá.
Minha terra tem problemas
Que temos que solucionar
mesmo assim é o paraiso
Inferno melhor não há
Não permita Deus que eu morra
Sem antes tudo melhorar.
Muito bacana, Mayara! Você captou com perfeição o que é o Brasil e expôs em sua versão da Canção do Exílio.
Abraços e obrigado pela visita.
A do rei!
Estava pesquisando paródias da Canção do Exílio para um trabalho de Pós-Graduação e amei o que encontrei.
Deu-me até vontade de criar a minha canção, falando do meu Rio Grande do Sul.
Parabéns!
Que bacana! Aguardamos, então, a sua canção do exílio das terras do Rio Grande do Sul.
Abraços e obrigado.
Não gostei de nada nesse site porque eu pensava que tinham coisas engraçadas mas a unica coia que eu gostei (o melhorzinho) foi a Cançao do Exílio as avessas, mas esse site não tem nada interessante, estou estudando na 8°a serie e vim visitar alguns poemas para a professora de portugues e nao encontrei nenhum poema que prestasse!!!!!!!!! Nao gosteei!!!
Olá, Jorge. Amei ler este post. La pelos idos de 197deixaprala, fiz uma prova de literatura em que a professora usou varias versões da “Canção do exilio”. Eu pedi à professora que me deixasse ficar com uma copia dos textos, mas ela acabou esquecendo de me dar. Acabei esquecendo disto, e esquecendo de procurá-los também, e agora encontro todos estes textos aqui. Fiquei muito feliz. Agora posso guardá-los. Obrigada, bjs.
Gisele, que bom você ter reencontrado as várias versões da Canção do Exílio aqui. O pessoal tem colaborado com textos próprios e isso é muito bacana. Por acaso, você não teria a sua versão para nos mostrar?
bjs e obrigado
Canção da Escola
Minha escola tem alunos
Que não gostam de estudar
Os professores que aqui lecionam
Não lecionam como lá
Nossas salas têm ventiladores
Que com calor não nos deixam ficar
Só não tem lanche, por que cozinheira não existe lá
Mais por que não tem pessoas capacitadas pra cozinhar.
E estudar a noite,
Menos tédio encontro lá
Por que na nossa cidade
Não tem diversão, pra podermos farrear.
Minha escola tem professores
Que iguais não
E estudar a noite,
Menos tédio encontro lá
Minha escola tem professores
Que eu gosto de atormentar.
Com a diretora que existe lá
Com certeza não vou me preocupar
Por que com as melhorias que esta fazendo
Tranqüila posso estudar,
Mesmo com o uniforme horrível
Que teremos que usar.
Erica R. de Oliveira
Muito bom, Erica!
Parabéns!
ameei o seu ssite e esse texto e criaçao minha, consegui cria-lo apartir das outras criaçoes do seu blog, e por isso consegui otima nota no meu trabalho.. muito obrigado jorge…….bjus
Recebi uma nova versão da Canção do Exílio escrita pela leitora Domingas Pantaleão dos Santos.
Minha terra tem doenças
Onde não há médicos cá
Os doentes que adoecem
Não consegue se curar
Nossos hospitais têm mais filas
Nossos pacientes têm mais dores
Nossos jovens menos vida
Os idosos mais tumores
Em gritar sozinho à noite
A gemer nos leitos cá
Nessa terra cólera
E a dengue a atacar
Aqui também doutores
Que vivem a negligenciar
Pacientes em estado grave
Eles mandam voltar
Nosso povo com suas doenças
Fica a morte a esperar
Ah! Permita Deus que eu morra
Mas não me deixe essas filas pegar
Melhor que eu fique com as dores
Que morrer nesse lugar
Ainda que deixe de ver as estrelas acho melhor ir ao Céu para sempre descansar.
DOMINGAS PANTALEÃO DOS SANTOS
Pingback: BLOG COMPANHEIRO …Paulo Machado - Paulo Machado
Jorge, amei o blog.
Tudo que eu estava procurando sobre a canção do exílio eu encontrei aqui.
Além, disso a empolgação de seus leitores também aguçou minha criatividade para a criação de poemas.
Quando eu criar uma nova versão da canção do exílio eu posto aqui ok?
vou tentar usar tudo que eu conheço dos vários estados brasileiros nos quais eu residi.
abraços.
Amanda, ficamos muito contentes (eu e os leitores do blog) com a sua mensagem. Realmente, a Canção do Exílio mexo com todos nós. Será muito legal ter sua colaboração com uma versão do poema.
Obrigado pelas palavras.
Abraços,
Jorge Alberto
preciso de um parodia , cançao de exilo , dizendo sobre, drogas e prostituiçao,. Obrigada
Há muito tempo estava procurando a letra completa da Canção do Expedicionário.
É uma pena que os outros comentários se apeguem somente à “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias e suas paródias.
Pensem todos que, apesar de todos os problemas deste País é uma bênção termos nascido nele pois a situação
lá fora é complicadíssima:Grécia, Espanha, etc. sem falar no Oriente Médio que é um barril de pólvora!
Aos jóvens que fizeram pesquisas, ficam os votos para que ao se tornarem ADULTOS, procurem exercer seu direito
de VOTO com a máxima prudência para que possamos eliminar de nossa classe POLÍTICA essa ESCÓRIA que está aí
fazendo tanto mal ao Brasil…Não basta escrever paródias de protesto – é necessário AÇÃO!
Boa sorte a todos!
Jorge Alberto,
Também tem a paródia do Ferreira Gullar: “Nova Canção do Exilio”. Acredito que se você colocar no blog, ele ficará melhor do que já está.
Parabéns pela iniciativa
Grato,
Luís Paulo
Obrigado pela dica e pela visita, Luís Paulo.
Farei a inclusão.
Grande abraço.
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Canção do Exílio
Minha terra não tem palmeiras,
E também não tem mar.
As cigarras que em setembro reaparecem,
Trazem a chuva devagar.
Minha terra vive a seca,
Todo ano sem cessar.
Mas não largo essa terra,
Que não encontro noutro lugar.
–
Brasília
Rubem Braga
*
Se eu dissesse que cantava, mentiria. Não cantava. Estava quieto; demorou-se algum tempo, depois partiu.
Mas eu presto meu depoimento perante a História. Eu vi. Era um sabiá, e pousou no alto da palmeira. “Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá”. Não cantou. Ouviu o canto de outro sabiá que cantava longe, e partiu.
Era um sabiá-laranjeira, de peito cor de ferrugem; pousou numa palmeira cheia de cachos de coquinhos, perto da varanda. Ouviu um canto distante, que vinha talvez dos pés de mulungu. Sabeis, naturalmente: é agosto e os mulungus estão floridos, estão em pura flor, cada um é uma grande chama cor de tijolo. Foi de lá que veio um canto saudoso, e meu sabiá-laranjeira partiu.
Mas ele estava pousado na palmeira. Descansa em paz nas ondas do mar, meu velho Antônio Gonçalves Dias; dorme no seio azul de Iemanjá, Antônio. Ainda há sabiás nas palmeiras, ainda há esperança no Brasil.
Muito bacana, Tiago!
Não conhecíamos esta versão para a Canção do Exílio.
Obrigado.
que tipo de sentimento apresenta a poesia
Nossa! Adorei!
Agora preciso criar uma pra minha aula de português e essas últimas que o pessoal criou ficaram muito boas!
Me serviram de inspiração! haha valeu!
bjbj
Carol,
que bom que você gostou desse post sobre a Canção do Exílio.
Obrigado pela visita e comentário.
muito bommmmmmm esse site é divino u.ú adoramosssss achei otimooo #inveja
queria saber fazer um poema tão lindoooo assim mais meu c# doi demaissss ai #depressão #fuicortarospulsos #fui
Caraca, isso é incrível !
Estava fazendo uma pesquisa e tive dúvidas de qual escolher,
Parabéns para todos.
gostei muito, preciso fazer uma paródia desse poema e esses comentários contendo algumas versões são muito bons.
Compilação maravilhosa! Obrigada, pois facilita bastante a pesquisa. Sabendo os autores, chega-se aos livros. Abs.