Primeiro Dicionário da Língua Portuguesa
by Jorge Alberto • 25/04/2008 • Brasil, Comunicação, Cultura, Educação, Fernando Pessoa, FLIP 2008, Guimarães-Rosa, História, Internet, Língua, Língua Portuguesa, Literatura, Literatura Brasileira, Livros, Machado de Assis, Palavras, Poesia, Português, Romance, Sociedade • 0 Comments

Agora que estamos em tempos de uma nova reforma ortográfica, imagine poder ter a sua disposição o primeiro dicionário da língua portuguesa já editado? Fantástico, não? A Biblioteca da USP (Universidade de São Paulo), digitalizou a obra completa chamada Vocabulário Portuguez e Latino escrito pelo padre Raphael Bluteau e publicado em 1712. Você pode fazer a consulta online dos verbetes que, caso havendo alteração da grafia, a atual é apresentada na coluna ao lado.
Os 8 volumes que compoem o dicionario foram publicados ao longo de 9 anos, a saber:
Volumes I e II, em 1712; III e IV, em 1713; volume V, em 1716, volumes VI e VII, em 1720 e o volume VIII, em 1721. Aos 8 volumes juntaram-se outros dois de suplementos publicados entre 1727 e 1728, contendo mais de cinco mil vocábulos que não constavam nos volumes anteriores.

Se você ama as palavras e tem aquela curiosidade fundamental para o saber, não deixe de conferir e consultar, não apenas este primeiro dicionário da língua portuguesa, como também o Diccionario de Medicina Popular escrito por Pedro Luiz Napoleão Chernoviz, e que foi editado pela primeira vez em 1842.
Editado pela primeira vez em 1842, o dicionário reúne indicações elementares sobre doenças e práticas curativas comuns na época em questão. De origem polonesa e formado pela Universidade de Monpellier, o autor de obra chegou ao Rio de Janeiro em 1840 como médico da Missão Francesa, onde permaneceu durante 15 anos.
Em breve o IEB (Instituto de Estudos Brasileiros) colocará na rede o Tesoro de La Lengua Guarani (1639) de Antonio Ruiz de Montoya, o Diccionario Histórico e Documental … (1899) de Souza Viterbo e o Diccionario da Lingua Portuguesa (1813) de Antonio de Morais Silva.
Não pense que a grafia das palavras da língua portuguesa é a mesma desde que ela surgiu, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Com o passar do tempo, a grafia mudou como, por exemplo, a atual palavra telefone, que até uma das últimas reformas ortográficas era escrita telephone. Farmácia também passou pela mesma transformação, tanto que pharmácia é do tempo da vovó.
