Pois é, meninas. A guerra de Tróia foi culpa das mulheres
by Jorge Alberto • 15/06/2008 • amor, Artigos, Brasil, Casamento, Comportamento, Crônicas, Cultura, Cultura Popular, Educação, Folclore, geografia, História, Literatura, Livros, mulher, Opinião • 16 Comments
Isto é o que afirma um livro lançado nos EUA e que é resenhado no blog Visões da Vida.
Portanto, o histórico de guerras e confusões por causa das mulheres vem de longa data.
Não foi apenas a tal da maçã que deu início a toda confusão. Sabe-se que Eva não foi a primeira mulher a tecer comentários sobre o desempenho da dupla Deus/Adão.
Lilith, a figura ao lado, foi a primeira mulher criada por Deus para Adão. Ficou possessa com algumas coisas que Ele determinou e tirou o time de campo. Foi morar no lado escuro da Lua criando seus demônios. Para que Adão não ficasse sozinho, o Todo Poderoso criou outra mulher. Esta, por sinal, em vez de botar a boca no trombone (Pensaram em outra coisa, né? Maldosas…), foi lá e deu uma mordida no fruto proibido. O restante da história todo mundo conhece.
Aí, relembrando fatos históricos ligando confusões de proporções épicas e as mulheres, os romanos por total falta de carinhos femininos foram à luta e raptaram as Sabinas. Rômulo, um dos fundadores da cidade eterna teve uma idéia genial, isto é, daria uma festança e convidaria os seus vizinhos, os Sabinos. Lá pelas tantas, todo mundo já chamando urubu de meu louro e Jesus de Genésio, ocorre o rapto de todas as mulheres deste povo. Porém, depois de algumas escaramuças, houve um acordo e todos passaram a viver felizes para sempre e até deram origem a uma nova formação étnica para o futuro Império Romano.
Pensam que por aqui também não aconteceu coisa parecida? Vejamos…
Os portugueses que para cá vieram, o fizeram de maneira solitária e com o passar do tempo começaram a miscigenar. Muitos casavam com nativas é até chegaram a conseguir figura de destaque em várias tribos. A igreja e a coroa portuguesa alarmadas com a quantidade de casamentos não cristãos e o nascimento de novos pagãos resolveu enviar para o Brasil um grande número de mulheres órfãs para que assim ocorressem uniões cristãs e os filhos fossem cristãos. Essa história está muito bem contada no livro “Desmundo”, de Ana Miranda.
Os grandes exemplos para esta atitude dos portugueses foram João Ramalho e Diogo Álvares Correia, o Caramuru.
Vejamos a história de João Ramalho (ao lado), que chegou ao Brasil em 1513 e acabou se casando com Bartira, filha do cacique Tibiriçá, da tribo dos Guaianases. Como sabemos, não havia pecado do lado de baixo do Equador e por este motivo, João Ramalho teve filhos com outras nativas espalhando sua descendência por boa parte do atual estado de São Paulo. Ele até fundou a vila de Santo André da Borda do Campo, mais conhecida atualmente como Santo André; o A do ABC paulista.
Diogo Álvares Correia, o Caramuru, naufragou nas costas da Bahia e foi acolhido pelos índios Tupinambás e acabou se casando com Paraguaçu, irmã de Moema (no cinema interpretadas por Camila Pitanga e Débora Secco). Ambas filhas do cacique Taparica. Quando partiu para França, outras índias por medo da saudade ou por ciúme mesmo, jogaram-se ao mar para não ficarem longe de seu amado. Isso demonstra que realmente não havia pecado no lado Sul do Equador.
Portanto, desde que o mundo é mundo, nós, os homens, vivemos para brigar pelo amor de uma mulher.
Baixe o livro Caramuru: poema épico do descobrimento da Bahia.

Ah, sim….claro, claro…
Nós mulheres somos ‘o mal encarnado’
Postagem excelente, Jorge.
Abraços!
Bacana, Fátima.
Até lembrei agora do início de um bolero.
Mujer, si puede tu con Dios hablar…
Então a culpa é do amor, e não da mulher.
Apesar que o amor está na mulher mais que em qualquer outra coisa.
Rsssss!
Tadinha de nois,,,rssss
Antigamente éramos consideradas sexo frágil, hoje somos consideradas sexo forte, as vezes mais que o homem,rsrsrs
Eu axo que evoluímos não?rssssssssssss
Beijos! Docinhu!
Legal, estou escrevendo um livro me utilizando da lenda de Lilith, todo com base em mitologia hebraica e Suméria, o mais interessante é que quando pesquisei descobri que o mito é muito maior e mais complexo do que vc citou, se quiser te mando o material que pesquisei e depois que terminar o esboço do livro.
Abraços
Cássio, muito bacana saber que você está estudando sobre esta figura da mitologia suméria. Eu não fiz a citação toda, pois imaginei que não fosse o caso. Lilith mereceria vários posts é verdade.
Se você me permitir uma dica, leia o livro Lilith, a Lua Negra do filósofo italiano, Roberto Sicuteri. Vale a pena.
ps. pode mandar o material, pois sempre será interessante.
Grande abraço.
RO,
Vocês sempre serão mais para nós. Sempre serão mais do que nós. Sempre terão mais do que nós. Por isso que vivemos correndo atrás de vocês.
bjs
João,
Acho que é culpa de todos nós. Se é que existe culpa nesta história. Na verdade, podemos conferir ao instinto de sobrevivência e também.
Mas em se tratando de amor, campo minado e perigoso, todos nós somos culpados. Uns mais outros menos.
HUMMMMMMM
Coitada das mulheres rejeitadas e traidas…
As mulheres não Helena de Tróia,agora o amor e muito mais forte do que gosta de alguem,isso são coisas diferentes.
Não é justo a gente pagar por uma coisa que nós não fizemos se fosse vocês iriam dizer a mesma coisa,por isso vocês tem que pensar antes de falar se algum de vocâes fosse Paris e amasem alguma mulher vocês iriam fazer a mesma coisa….
Desculpa mais é a pura verdade isso é para todos os homens tá!!!!!!!!
Se vocês foram traído a culpa são das outras mulheres e não da gente, eu não tenho
culpa se algum de vocês foi traido.
Beijosssssssss!!!!!!!!!!!!!!!
Mary
Maryna,
não é preciso pedir desculpas. Essas coisas fazem parte da vida.
bjs
as mulheres…não se tem oque dizer…vivemos atrás delas…e por elas fazemos de tudo…
otima postagem!!
Obrigado pelas palavras, Pedro.
Gostei muito texto,é não adianta uma mulher sempre foi indispensável em quaisquer situações,ela está presente em tudo desde o inicio dos tempos.
Abraço.
Jorge, viu como somos encantadoras e damos enredo à vida? O que seria do mundo e da História sem as mulheres? Não haveria História! Muitas guerras não teriam acontecido, muitos amores não teriam surgido. A vida seria uma mesmice, sem emoção, sem alguém que desse movimento. E lendo teu texto, percebi que Lilith era uma mulher à frente do seu tempo! Concordar com tudo? Não, vamos dividir, né?! Beijos.