• Os e-readers vão decolar? Leitores eletrônicos em alta

    by  • 25/12/2008 • Artigos, Autor, Comportamento, Comunicação, Conto, Cotidiano, Cultura, Educação, Escritores, Internet, Jornalismo, Leitor, Literatura, Livros, Mercado Editorial, Mídia, Opinião, Romance, Sociedade, Software, Tecnologia, Textos • 2 Comments

    De acordo com analistas de mercado dos Estados Unidos, a quantidade de vendas dos aparelhos que lêem, armazenam, descarregam e trocam informações eletrônicas aumentaram significativamente, tanto que a Amazon não tem mais em estoque o seu aparelho, o Kindle. Prometem uma nova remessa somente para fevereiro de 2009; enquanto que a Sony, a sua concorrente direta no segmento de leitores eletrônicos tem feito uma agressiva campanha de marketing ao abordar pessoas em estações ferroviárias, estações de metrô e saguões de aeroportos.

    Ao mesmo tempo, outras companhias apresentam leitores que trazem todas as funcionalidades acima; porém, com um algo a mais que tanto pode ser, por exemplo, o tamanho como no caso do Plastic Logic, que é baseado em uma tela flexível que é acondicionada em uma base do tamanho exato de uma folha de papel A4 (21,5X27,9cm). Enquanto que a Polymer Vision, lançou recentemente o Readius, que é do tamanho de um maço de cigarro e cabe no bolso da camisa ou do paletó. Há também um protótipo de uma espécie de pergaminho eletrônico, como na figura abaixo.

    Por qual motivo toda essa pressa?

    As pesquisas, segundo o artigo Turning Page, E-Books Start to Take Hold, do New York Times, cada vez mais as pessoas estão se acostumando a ler em telas eletrônicas, principalmente na faixa etária entre os 55 e 64 anos, o que nos EUA representa uma parcela considerável dos consumidores que já estão com suas vidas resolvidas e podem gastar num produto cujos preços variam entre US$ 260,00 e US$ 700,00 (veja tabela). Porém, não se pode relegar a segundo plano as futuras gerações que, cada vez mais, utilizam equipamentos eletrônicos no cotidiano.

    Leitores eletrônicos

    Modelo Empresa Preço US$ Observações
    Eslick Reader Foxit Software 260 Baixo custo. Lançamento em janeiro de 2009
    IPhone Apple 300 Necessita software específico Stanza ou E-Reader para leitura de e-books.
    JetBook Ectaco 350 Já vem com o Guia Fodor´s (viagem)
    Kindle Amazon 359 Esgotado. Previsto para fevereiro de 2009
    Reader Sony 400 Novo design
    Iliad iRex Technologies 700 Conexão wireless
    Readius Polymer Vision Dobrável. Cabe no bolso.
    Plastic Logic Plastic Logic Formato A4. Lê arquivos do Office e pdf

    Fonte [New York Times]

    A guerra dos leitores eletrônicos

    Dois grandes concorrentes estão no centro do ringue, o Kindle e o Reader da Sony. O primeiro já mereceu elogios da maior formadora de opinião da televisão norte-americana, a apresentadora Oprah Winfrey. O segundo, como escrito acima, foi às ruas em busca de consumidores. Nenhuma das duas empresas fornecem números confiáveis, isso quando o fazem, visto a Amazon se negar a divulgar qualquer número em relação às vendas. Supõe-se que até agora, o Kindle tenha vendido cerca de 260 mil unidades contra mais de 300 mil Readers, que foi lançado em 2006.

    As editoras e os escritores

    Segundo as informações das grandes editoras norte-americanas como Random House, HarperCollins e Simon & Schuster, as vendas de livros eletrônicos (e-books), incluindo downloads feitos por laptops, representam menos de 1% de suas vendas gerais. Mesmo assim, afirmam que os números de hoje são três ou quatro vezes maior que no passado. Portanto, passarão dar maior atenção a este segmento. Tanto que em breve serão lançados livros de autores best-sellers como Danielle Steel e John Grisham, buscando aquele público alvo entre os 55 e 64 anos, que parece constituir a maioria dos leitores desse tipo de escritores.

    A editora Harlequin, que edita no Brasil livros como Jéssica, Paixão, Desejo, Grandes Romances, Grandes Romances Históricos e Harlequin Romance diz, no artigo do New York Times, que lança 120 livros novos por mês e os converte também para o formato eletrônico, cada um custando por US$ 2,99. As expectativas, segundo seu departamento de livros eletrônicos, é que algum dia as vendas das versões eletrônicas superem as vendas dos livros impressos.

    Eu, particularmente, ainda sou adepto do livro impresso. Porém, o futuro está aí mesmo para nos dizer que quanto mais árvores derrubarmos, mais o planeta sofrerá. Portanto, um dos motes das campanhas de marketing dos leitores eletrônicos é a preservação do meio ambiente.

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    2 Responses to Os e-readers vão decolar? Leitores eletrônicos em alta

    1. 25/12/2008 at 22:41

      Sou do tipo que adora ter um livro nas mãos, sentir o cheiro de livro novo também é uma excelente sensação, mas mesmo assim, sou particularmente a favor dos readers eletrônicos.

      Acho uma pena que no Brasil ainda não se possa comprar produtos deste tip,o por preços acessíveis, mas quem sabe no futuro!

      Se hoje os e-books não são um sucesso de venda, é porque não existe um meio confortável de consumi-los; no futuro, estes readers facilitaram o acesso das pessoas aos livros, independente da disponibilidade das editoras e livrarias.

      Hoje quando preciso de livros técnicos de alta qualidade (a maioria em inglês), tenho que arcar com os altos custos devido a importação ou a baixa demanda, no futuro poderei comprar e-books pela internet pelo mesmo preço que um estudante americano ou um estudante indiano! Sinceramente acho isto fantástico.

    2. 25/12/2008 at 23:08

      Certamente que seu enfoque em relação aos e-books está perfeito. Eles, os e-books, serão os meios de divulgação do conhecimento no futuro e nos permitirão ter esta acessibilidade a obras que dificilmente conseguríamos dispor.

      Abraços.

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