Ciência afirma a existência do hormônio do borogodó
by Jorge Alberto • 15/11/2011 • Ciência • 1 Comment
Pessoas que provocam empatia imediata produzem mais ocitocina, o “hormônio do amor”. A dúvida é saber se isso é uma questão hormonal genética ou de beleza. Cá pra nós, eu fico com a segunda opção.
Por vezes, se não muitas, a ciência nos surpreende com as suas descobertas. Bem, algumas descobertas não são tão descobertas assim. São mais uma afirmação daquilo que nós, humanos, sabemos desde o dia em que nascemos. Mas como é preciso criar um método e uma pesquisa para afirmar o óbvio, surgem as mais interessantes – para não dizer ululantemente óbvias – pesquisas e seus resultados. Este será o caso da simpatia. Ora, nós sabemos que simpatia é quase amor, não?
Vejamos o caso do ovo. Dois de seus componentes – não falo da galinha nem do galo e muito menos do pinto – já foram vilão e herói na multimilenar luta da humanidade contra o colesterol. Hora é a gema que é a vilã, a inimiga pública número 1 em todos os quadrantes. Em outra hora é a clara do ovo. Caramba, cientistas, decidam-se. Ou vão me dizer que não gostam de pão-com-ovo no café da manhã?.
Em outros momentos se faz a descoberta de uma quase pedra filosofal, um hormônio que é o responsável por isso, por aquilo e mais aquilo e, após as manchetes dos jornais científicos e a reprodução de reportagens que são o a síntese do resumo do estudo, o tal hormônio cai no esquecimento.
Pois bem, agora a mais nova descoberta da Ciência é que a tal da Ocitocina, um hormônio que faz com que as mulheres produzam leite e criem vínculos com suas crias (leia o artigo As mulheres não querem vencer no mundo corporativo, no qual este assunto também é tratado), também é responsável, vejam só, pela empatia entre nós. O nome disso é borogodó, certo? Tanto que a plebe ignara em sua também multimilenar sapiência já definiu esse treco numa simples frase: “É o O do borogodó”, onde a vogal foi a forma usada para encurtar o nome da tal Ocitocina. Tá, tudo bem. Forcei a barra, mas o que seria da literatura sem a ficção, hein?
Segundo a pesquisa (Leia o artigo da BBC Brasil) – essa frase nos deixa bem tranquilos, pois a afirmação é deles – o “hormônio do amor”, a tal da ocitocina, está presente nas pessoas que são mais simpáticas ou que geram empatia nas outras, o que demonstra que a sociabilidade é mais fácil para quem tem o tal borogodó genético. Essa coisa, em minha opinião é um tanto furada. Quero ver surgir a mesma conclusão quando se tratar de pessoas feias, ou politicamente correto falando, desprovidas de simetria facial entre o lado esquerdo e direito das fuças. Os cientistas identificaram, então, dois genes variantes da OTR (ocitocina), G e A. Dependendo das combinações (GG, AG ou AA) a empatia pode ser identificada em apenas 20 segundos por qualquer pessoa que jamais tenha visto o portador da tal empatia.
Fico pensando se esses cientistas não são daquele tipo de nerd com óculos fundo de garrafa, cara cheia de espinhas e colecionadores inveterados de revistinhas de sacanagem para chegarem a conclusão óbvia: Simpatia é quase amor.

Nas relações humanas – o Homem ou a Mulher – mais desejado(s) sexualmente será também o alvo do sentimento de ligação mais forte. Em alguma medida, isso provaria que fazer sexo pode enfatizar a sensação de amor que temos por alguém – mais ainda se forem relações sexuais satisfatórias, já que a liberação de ocitocina esta ligada ao prazer. Causas da relação duradouraO sexo é fundamental para a criação e manutenção de um vínculo duradouro. Muitos estudos mostram que a relação sexual traz uma série de benefícios para o casal, tais como: melhora a autoestima e o humor, reduz a depressão, estimula o dar e receber amor e, consequentemente, melhora a vida conjugal com a aproximação dos parceiros.Além disso, as pesquisas têm indicado que um hormônio parece ser vital na sustentação de vínculos longevos: a oxitocina, chamada de “hormônio do amor”. No caso do sexo, ela é liberada em grandes quantidades durante o orgasmo.