Você não perde alguém para outra pessoa
by Jorge Alberto • 26/04/2012 • amor, Comportamento • 0 Comments
A perda é para si mesmo (a). As suas atitudes, ações, manias e até mesmo a forma como encara determinadas situações podem levar a quem te gosta, ou ama, a chegar ao limite.
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Imagem © Ashley Gilbertson/VII Network/Corbis
Sim, claro, todo nós temos limites. Principalmente no campo do amor. Amar desmesuradamente não é indicado para quem quer que seja. Pois, se assim for, corre o risco de tornar-se um pária, ou apenas um simples objeto que atende aos caprichos de alguém que, de uma forma ou de outra, mesmo que inconscientemente, faça de você o tal objeto. Aceitar ser este objeto é a confirmação da falta de amor próprio.
Entretanto, ao mesmo tempo, como amar sem que haja entrega? Não se ama tendo uma pulga atrás da orelha – alguns chegam a colocar um elefante atrás do pavilhão auricular –. Também não se ama com ressalvas. O que falta a ambos é a entrega mútua para se viver aquilo com toda intensidade para ambos. Mas, como o tempo é o senhor da sabedoria também pode ser o principal motivo da erosão deste sentimento. Quando duas pessoas se unem o fazem observando primeiro as qualidades ou aquilo que supõe-se encontrar no outra e que nos falta. E este mesmo tempo é o responsável pelo suprimento ou não do carinho e do afeto. Se um ou outro começam a faltar, por um motivo qualquer, surgem as reticências e também as maledicências que não se chega a explanar para o outro, mas vão para debaixo do tapete até o dia em que o monte se torna intransponível.
E é neste exato momento que você perde para si mesmo (a) a pessoa que te ama. É dentro de cada um de nós que está a chave para a continuação ou rompimento de uma situação que se tornou sufocante e maçante; porém, que outrora imaginou-se ser a ideal.
Relacionamentos são muito complicados.
